A diplomacia brasileira iniciou, na quinta-feira (25), conversas com o governo dos Estados Unidos sobre uma reunião ou conversa telefônica entre os presidentes Lula e Donald Trump. A movimentação ocorreu após Trump afirmar ter tido “química excelente” com Lula, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça (23).
AGENDAS – Contudo, não houve contatos oficiais no dia seguinte. Segundo diplomatas, a expectativa é de que as tratativas avancem após a Assembleia, quando as agendas dos dois presidentes se estabilizassem. Entre os possíveis temas da conversa estão cooperação em economia, comércio e meio ambiente.
SOBERANIA – Lula disse na ONU que “a agressão contra a independência do Judiciário é inaceitável”. E ressaltou que “esta ingerência conta com o auxílio da extrema-direita”, criticando, indiretamente, o projeto de anistia aos golpistas de 8 de Janeiro: “Não há pacificação com impunidade”. Sem mencionar os EUA, afirmou que atentados à soberania, sanções arbitrárias e intervenções unilaterais estão se tornando regra. “Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia”, enfatizou.
Fonte: bsbcapital.com.br