Donald Trump lançou, oficialmente, na quinta (22), o “Conselho da Paz”, estrutura paralela de mediação de conflitos e supervisão da reconstrução da Faixa de Gaza, sem reconhecimento formal da ONU. O presidente dos EUA afirmou que o novo conselho também teria autoridade para atuar em conflitos futuros. “Poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos”, disse. O lançamento foi assinado por 23 países, incluindo Israel, Argentina, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito e Turquia.
De acordo com o estatuto do tal conselho, o próprio Trump seria presidente com poder de veto absoluto, o que gerou críticas à centralização do órgão, sem mecanismos de pesos e contrapesos típicos de instituições multilaterais. O governo brasileiro ainda não definiu formalmente se irá aderir ao Conselho da Paz. O Itamaraty deve consultar outros países e avaliar como responder ao convite de Trump, sem gerar possíveis implicações diplomáticas. A adesão, segundo a proposta, exige o pagamento de US$ 1 bilhão por assento permanente.
Fonte: bsbcapital.com.br