O Banco Central decretou, nesta quarta-feira (18), a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno DTVM. A medida aciona o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que estima desembolsar cerca de R$ 4,9 bilhões para cobrir depósitos elegíveis de clientes da instituição.
Segundo o BC, a decisão ocorreu após deterioração da situação econômico-financeira do banco e descumprimento de exigências regulatórias. A autoridade monetária nomeou liquidante para conduzir o processo e apurar o passivo da instituição.
O Banco Pleno pertencia ao empresário Augusto Lima, marido de Flávia Peres, ex-ministra no governo Jair Bolsonaro, e sócio de Daniel Vorcaro no caso envolvendo o Banco Master. A ligação societária reforça a conexão entre as instituições que passaram a enfrentar problemas financeiros nos últimos meses.
O FGC, responsável por garantir até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em depósitos e aplicações cobertas, deve iniciar os pagamentos após a consolidação da base de credores. A estimativa é que cerca de 160 mil clientes sejam atendidos.
Com a nova liquidação, a conta do fundo aumenta em quase R$ 5 bilhões, o que amplia o impacto financeiro sobre o sistema e eleva a pressão sobre as contribuições das instituições participantes. No caso Master, o FGC já havia estimado um rombo de R$ 41 bilhões.
Fonte: bsbcapital.com.br