Na volta do recesso, a bancada bolsonarista ocupou as mesas dos plenários da Câmara e do Senado e impediu a discussão de pautas importantes para os brasileiros, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. O Congresso Nacional se tornou palco de um motim dos apoiadores do ex-presidente após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretar, na segunda (4), a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
PIQUETE — Na terça (5), os extremistas, com esparadrapos na boca, correntes e até crianças de colo, exigiam o fim das medidas contra o “mito”, a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, o impeachment de ministros do Supremo e o fim do foro privilegiado (o que faria com que os processos contra parlamentares pudessem tramitar na Justiça Comum).
CASSAÇÃO — Na quarta (6), a Câmara tentou retomar as atividades, mas os bolsonaristas impediam o andamento das sessões. Em meio a gritos, empurrões e tentativas de ocupação da Mesa Diretora, o presidente Hugo Motta (Rep-PB) abriu uma sessão relâmpago de apenas 17 minutos, sem votações. E alertou que parlamentares que insistirem na obstrução física podem ser punidos com suspensão de até seis meses do mandato.
Fonte: bsbcapital.com.br